A Mata Atlântica é aqui. E daí?

“Vá e doma a terra”, teria dito Deus aos homens nas antigas escrituras. As palavras não eram exatamente estas mas, de qualquer modo, exortavam a Humanidade a subjugar e a fazer uso da natureza como bem aprouvesse. O mundo ocidental com um viés de pecado a ser sublimado. Mais tarde seria o pensamento econômico tradicional a colocar a natureza a serviço do desenvolvimento. Enganaram-se, conferindo ao mundo natural o exclusivo papel de fornecedor de matéria prima a serviço dos humanos. Esquecendo de que somos exatamente como a natureza: somos água, somos carbono, somos terra, somos animais: enfim, qual é a diferença? No Brasil, o festim começou em 1500. Curioso, ao mesmo tempo em que deram ao país o nome de uma árvore se encarregaram, rapidamente, de colocá-la em extinção nas nossa matas. É possível um povo escolher uma árvore como símbolo e depois derrubá-la sem nenhuma clemência? É possível ser, ao mesmo tempo, árvore e machado? Mas foi exatamente isso que aconteceu. Da II Guerra Mundial, para os dias de hoje estão os 60 anos em que a humanidade levou às ultimas conseqüências seu sentimento de separação em relação à natureza. Nunca antes na história, houve uma mudança tão radical no planeta e na vida. A esperança: nos últimos 30 anos alguns protagonistas da sociedade global resolveram discordar dessa atitude tão radical e puseram-se a trabalhar na contramão, enfrentado tratores, motosserras, construindo uma nova história.O Movimento Ambientalista é essa contramão. Mário Mantovani Geógrafo, ambientalista e atualmente diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica, fará uma palestra fazendo um breve resumo dessas décadas, para que se possa entender por que, em um certo ponto de nossa história, gritamos: SOS MATA ATLÂNTICA. ¦lt;br /> Luciano Candisani fotógrafo especializado em natureza e indicado a cinco prêmios Abril de jornalismo apresentará um slide show sobre o tema. Dia 19/02 Inscrições gratuitas 5579.2301

 

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