Henrique Cachão desmistifica o mundo dos vinhos

Por Marina Sartori

No último dia 18, o Montenegro Cultural recebeu Henrique Cachão, que ministrou uma breve palestra sobre os Vinhos do Velho Mundo e, em seguida, monitorou a degustação de vinhos, que fechou o evento.

Apaixonado pela vinicultura, Henrique Cachão é sócio da importadora Lusitana de Vinhos e Azeites, presente no mercado brasileiro desde 2003. Português da região de Viseu e formado em economia pela Universidade de Lisboa, ele se uniu ao seu amigo e enólogo, Martim d’Avillez, e juntos formaram a Cachamoa de Vinhos, empresa produtora e engarrafadora de vinhos do sul de Portugal. Recentemente lançaram seu primeiro rótulo, o vinho EMME – GRANDE ESCOLHA, tinto 2003, edição Cabernet Sauvignon, com uma exclusiva produção de 5797 garrafas.

“O vinho é vaidoso, porque sempre quer que se fale dele”, diz o palestrante, que por ter vindo de uma família de vinicultores, transparece sua paixão pela magia dos vinhos.

A primeira parte da palestra contou com breve história do vinho e algumas curiosidades sobre as técnicas de cultura de cerca de dois mil anos antes de Cristo. Cachão enfatiza a idéia de que cada canto do mundo possui uma cultura, clima e natureza completamente diferente, e que, por esse motivo, os vinhos de cada região têm suas particularidades. “Por que o vinho tem essa enorme legião de apaixonados? Porque existe uma infinidade de tipos de uvas e de cultivos, o que torna cada vinho muito diferente do outro. Ele tem personalidade”, garante. A cultura popular não entra na história como mera coadjuvante, já que, para ele “o vinho não é o produto do ter e fazer, é o produto do ser”.

A palestra toma novo rumo, quando se começa a falar do frustrante cenário chamado Novo Mundo dos Vinhos. Com o advento de tecnologias, conseguiu-se criar clones de uvas que se adaptam ao clima e às condições atmosféricas do local. Assim, grandes vinícolas adotam a utilização dessas uvas mais resistentes e que criam vinhos homogêneos, para atender à demanda de mercado, visando cada vez mais o lucro. “Hoje, no ano de 2008, em qualquer parte do mundo, o vinho é mais perfeitamente produzido do que antigamente, mas não tem a qualidade do antigo quanto à particularidade”.

Para finalizar a palestra, Henrique Cachão dá dicas de armazenamento do vinho e desmistifica certas lendas acerca do assunto. Primeiramente, esclarece: “O vinho não é uma ciência exata. Em tudo o que se disser sobre ele haverá alguma exceção”. E, logo após, garante que é “bobagem” se preocupar com o que dizem ser certo ou não quanto à guarda do vinho, já que o mais importante é o gosto de cada um e o prazer que se tem ao bebê-lo. Para saber se guardar ou não determinado vinho, por tanto tempo, Henrique dá uma dica: comprar mais de uma garrafa do mesmo vinho e abri-las de tempos em tempos.

“Como em tudo, há a história, a verdade e os exageros”, filosofa Cachão. Existem diversos mitos que acercam a guarda do vinho. Há mil e uma técnicas quase impossíveis de serem seguidas por completo. E que, na maioria das vezes, não influenciam o aroma. Antigamente, quando os vinhos eram guardados em tonéis de madeira e não eram engarrafados, o controle da umidade influenciava seu sabor. A importância da umidade, atualmente, é nula. Por estar engarrafado hermeticamente, ela não tem como atuar no vinho. A luz é importante visto a cor das garrafas. Por isso os vinhos tintos são armazenados em garrafas escuras, ao contrário do branco, que deve ser consumido logo após a compra. Além disso, o único tipo de luz que influencia o aroma do vinho é a do sol. A posição da garrafa (deitada ou em pé) não influencia tanto o vinho a ponto de que nossa percepção seja suficiente para diferenciar seu sabor. A única diferença entre a guarda na diagonal para a de pé é que a rolha fica mais molhada na primeira situação, facilitando a abertura da garrafa. A temperatura sim é importante. Mas somente a longo prazo, por causa da velocidade das reações químicas. Essa velocidade é duplicada a cada 10ºC aumentados.

Terminada a palestra, o momento de prazer: A degustação. Para abrir o paladar o vinho branco Lisa. Em seguida um tinto leve chamado Barão do Sul, que só deu um gostinho do que viria a seguir, o encorpado e sofisticado Calços do Tanha Reserva 2005, também tinto. Mravilhoso! Por fim um típico vinho do Porto, finalizando a degustação com chave de ouro.

Curiosidade:

No encarte entregue aos participantes da palestra da Lusitana de Vinhos e Azeites, um pequeno texto interessante:

“Se o pão é o símbolo do que o homem precisa, por seu lado o vinho é o símbolo da superabundância da qual também temos necessidade. Ele é sinal da alegria, da transfiguração da criação. Tira-nos da tristeza e do cansaço do dia-a-dia e faz do estar juntos uma festa. Alegra os sentidos e a alma, solta a língua e abre o coração; e transpõe as barreiras que limitam a nossa existência” – Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI.

Serviço:

Lusitana de Vinhos Ltda.

Av. Indianópolis, 762. São Paulo – SP. Fone (11) 4508-8880.

CEP: 04062-001. Fax: (11) 4508-8885.

www.lusitanadevinhos.com.br







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Bruna Gasgon dá aula de boa convivência

Por Marina Sartori

Bom humor e descontração marcaram o último evento do Montenegro Cultural. Cerca de 130 pessoas compareceram. O espaço nunca esteve tão cheio! Apesar do clima de divertimento, o tema tratado na palestra é sério. Intitulada “Como conviver bem com pessoas que você não suporta”, ensina estratégias de como se relacionar com as pessoas, e, principalmente, que o mais importante é se conhecer.

A palestrante carioca é atriz e diretora de teatro, atributos facilmente reconhecidos quando entra no anfiteatro escuro com uma lanterna na mão. Formada em publicidade e artes cênicas, é presidente da empresa de consultoria Gasgon Comunicações Ltda. e consultora em comunicação e recursos humanos. Exerce sua profissão há 35 anos, ministrando palestras, cursos e treinamentos sobre motivação, comunicação e liderança, em empresas de todo o Brasil. Autora do livro “O Vendedor Imbatível”, lançado em 2005 pela Editora Prestígio, possui uma coluna quinzenal no Jornal de Jundiaí. Escreve freqüentemente para revistas setorizadas e jornais diversos. Paralelamente, ela exerce a carreira de atriz e diretora de teatro, vídeos e programas independentes de TV, dos quais também é redatora e roteirista.

Após passar um ano estudando psicologia, comunicação e psicanálise, Bruna finalmente se sentiu preparada para falar sobre as relações humanas em suas palestras. Montou esta última no ano de 2000, atualizando-a sempre que acha necessário. “Minha vida se divide em antes dessa palestra e depois dessa palestra”, confessa.

As duas horas de curso foram preenchidas com esquetes que apresentaram os principais tipos de pessoas insuportáveis e como “neutralizá-las”. A palestrante e um colega de teatro, o ator Wagner Maciel, encenaram pequenos momentos do cotidiano nos quais demonstraram como se deve ou não agir com “o insuportável”.

“Os tipos mais insuportáveis são aqueles devastadores”, explica Bruna. Entre eles está o Brucutu. Ele é estúpido, gritalhão e geralmente ocupa cargos de comando. Lidar com ele consiste em 3 passos: calar-se, não se mexer até que ele termine de gritar e, por fim, demonstrar seu ponto de vista com firmeza, sem medo.

A palestrante garante que há formas de se comunicar com todo tipo de pessoa. Basta que sigamos certos conceitos. A flexibilidade, o bom humor, a paixão e a motivação são os melhores amigos das relações humanas. “Criar um vínculo emocional com tudo que se faz é muito importante”, enfatiza Bruna.

A dica de Gasgon é simples, porém muito inteligente: “Não posso permitir que o outro me diga como devo me comportar”, diz. Por isso, suas estratégias se resumem em mudar a ótica sobre o outro. Tentar entender os motivos pelos quais a pessoa fala e age de tal maneira, “harmonizar e redirecionar” a conversa.

A lição que fica é o autoconhecimento e a tranqüilidade para que as relações interpessoais sejam mais agradáveis. Afinal, quem nunca será um ”insuportável” para alguém?






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O Poder em Todas as Idades

Por Marina Sartori

Equilíbrio. Eis a chave de como viver bem, com saúde, felicidade e tranqüilidade. Quem dá a dica é a palestrante do evento de setembro do Montenegro Cultural em parceria com a revista RSVP, Márcia De Luca. Empresária e professora de Yoga e meditação, a palestrante convidada pela Clínica tratou de transmitir seus conhecimentos em relação à saúde do corpo e mente.

Não poderia ter havido pessoa melhor para tratar do assunto, já que Márcia é especialista em tratamentos ayurvédicos, técnica indiana de massagem terapêutica. Além de ser fundadora do Ciyman (Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda).

De Luca é discípula Deepak Chopra, médico endocrinologista inspirado por doutrinas indianas que se tornou um dos maiores empresários da medicina alternativa e celebridade de Hollywood. Portanto, como boa aluna, finaliza a palestra com uma pequena sessão de meditação e fecha o evento com a frase impactante: “Somos os nossos pensamentos”.

Entre os participantes do evento marcaram presença a modelo e repórter Dani Freitas, o jornalista Britto Junior, a atriz de Os Mutantes Angelina Muniz, Romeu Chap Chap, Assíria Seixas e Marina de Sabrit.



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Lucília Diniz realiza palestra no Montenegro Cultural

Desde 2005, são realizadas palestras periódicas no Montenegro Cultural trazendo, sempre, temas diversificados e palestrantes de destaque. No dia 07 de agosto, foi a vez da empresária e sócia do grupo Pão de Açúcar, Lucília Diniz, falar sobre “Bem Estar e Qualidade de Vida”. Entre os seletos convidados estavam: Bia Barros, Beth Szafir, Paulo Veloso com sua esposa, Ana Maria Veloso, Dani Freitas, Eliana Ribeiro e Elena Motim. O evento que acontece periodicamente tem como objetivo reunir amigos e pessoas que se destacam dentro de suas áreas de atuação e compartilhar idéias e momentos agradáveis.

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Augusto Nunes Paris faz a cabeça das brasileiras

Palestra com Augusto Nunes na Montenegro Cultural

Tema: Paris faz a cabeça das brasileiras

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Professor Marins Como conciliar o sucesso profissional e a família

Palestra na Montenegro Cultural com Professor Marins

Tema: Como conciliar o sucesso profissional e a família

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Romeu Chap Chap Uma vida em construção

Romeu Chap Chap profere palestra no Montenegro Cultural

Conhecido como o “Senhor Habitação”, o empresário falou de suas experiências profissionais e pessoais, bem como da autobiografia “Romeu Chap Chap – Uma vida em construção” De onde vem e o que quer dizer Chap Chap? “Vem do Líbano. A ampla casa na qual vivia meu bisavô paterno era ocupada por seus muitos filhos e freqüentada por seus inúmeros amigos, tornando-se um ponto de encontro da juventude local. Foi daí que nasceu o sobrenome Chapchap, que significa literalmente jovem-jovem”, explicou o empresário do setor imobiliário e presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP, Romeu Chap Chap, em palestra que proferiu dia 13/6 no Montenegro Cultural. Num diálogo descontraído com os participantes, Romeu Chap Chap – conhecido como o “Senhor Habitação” em função dos anos e anos que vêm dedicando à questão da moradia no País – falou sobre sua trajetória pessoal, profissional e institucional (presidiu o Secovi-SP por cinco gestões, dentre outras participações em diversas entidades de classe do Brasil e do Exterior). Segundo ele, a realidade do atual mercado imobiliário é totalmente diferente. “Ficamos quase 20 anos sem oferta de financiamentos adequada à capacidade de pagamento da população. Felizmente, o quadro é outro. Hoje, o crédito imobiliário está facilitado, com juros menores e prazos de até 30 anos, com o que a prestação passou a caber no bolso dos compradores, notadamente aqueles de menor renda”, relatou. Chap Chap contou vários episódios de sua vida e as grandes lições aprendidas no dia-a-dia do mercado, da atuação institucional e, especialmente, das viagens feitas a diferentes países, participando de congressos internacionais. “Muitos avanços do setor imobiliário resultaram desse aprendizado, do aproveitamento de experiências bem-sucedidas de outros países”, disse. Sobre as razões da autobiografia “Romeu Chap Chap – uma vida em construção”, pela editora Campus/Elsevier, o empresário afirmou que de nada vale o saber se não puder compartilhá-lo. “A idéia é mostrar um pouco da história do mercado imobiliário, como foi a luta por uma política habitacional adequada e, dentre outros aspectos, o que é empreender no Brasil”. Ao finalizar sua exposição, Chap Chap deixou a seguinte mensagem para reflexão: “Quem não sonha não vislumbra. Quem não vislumbra, não busca. Quem não busca, não se move. Quem não se move, morre vivo.”

Chap Chap/Release palestra Montenegro Cultural maio 08 MSC

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Murilo Rosa Estética na Comunicação

TALK SHOW – ESTETICA NA COMUNICAÇÃO. No dia 6 de maio, Murilo Rosa foi entrevistado pelo dr Wagner Montenegro, num talk show realizado no Montenegro Cultural. Abaixo trechos da entrevista: WM- Murilo, para você, qual é a importância da beleza e da forma física para a auto-estima? Você acha que a boa aparência e o bem estar influenciam na felicidade das pessoas? MR- É fundamental a preocupação com o bem-estar. A auto-estima está ligada diretamente com a nossa segurança. Para mim, é impossível encarar os desafios que tenho sem aquela sensação de satisfação. Cuidar da gente é se preocupar com a felicidade, é lazer, é relaxante. Homens (enfático), não se sintam envergonhados de irem ao cabeleireiro, ou até de encarar aquela cirurgia plástica…Mulheres (enfático), é lindo mulher que se cuida, que é vaidosa…Enfim, sentir bem consigo mesmo te traz, sim, uma certa felicidade. WM- Como você vê a relação Brasil x Beleza? MR- Os brasileiros são muito preocupados com a beleza em função do clima tropical. No Rio de Janeiro, por exemplo, você consegue encontrar mulheres comuns com corpos esculturais desfilando pelas praias. Além disso, a alegria do povo brasileiro transfere a ele uma aura muito boa. E somos reconhecidos lá fora por isso. Os estrangeiros são atraídos a fazer cirurgia plástica no Brasil, porque nosso padrão de beleza é exportado, principalmente através das nossas novelas. WM- E a estética no meio artístico? Como você faz para construir um personagem? MR- Hoje, minha vaidade está toda direcionada para o trabalho, mas ela vai mudando de acordo com o personagem que farei. Já fui peão de rodeio, maestro, padre, tudo o que você imaginar…tive que deixar a barba crescer, mudar meu peso, emagrecer, cortar o cabelo, enfim…mudar meu visual. E cada vez é uma delícia poder viver na pele de cada personagem, tentando entender como cada um vive. É aí que eu percebo o quanto a estética está ligada a personalidade de cada pessoa…a sua identidade…ao o que você quer transmitir… A cada novela, teatro ou cinema que sou contratado a fazer, tenho total consciência que a formação de um personagem é extremamente complexa. Estudo, leio, vou atrás de informações culturais e encaro o desafio. Nessa “viagem” de composição do personagem, um novo estilo de cabelo, roupa e até de cara aparecem. Meu jeito, meu porte físico e meu rosto se moldam ao personagem. E essa estética toda (enfático) passa a comunicar. Ela diz, sem ter dito. O bigode fala por si só…o jeito que penteio meu cabelo, a roupa que visto, o meu peso…enfim…tudo comunica. Então, é super importante que o ator esteja aberto para isso, mexer na sua estética para viver um personagem. WM- Conte-me um pouco sobre você, da sua carreira, curiosidades, enfim… MR- Bom, eu curto muito essa coisa toda de se cuidar. Jogo tênis, faço alongamento…Meu gosto por esportes vem desde meus tempos de adolescência. Para quem não sabe, fui vice-campeão de vôlei, lutador de taekwon-do e jogador de futebol. Nessa época, ser ator nem passava pela minha cabeça…tanto que cheguei a me matricular numa faculdade de educação física. Mas como o destino puxa a gente…Cá estou… Ainda bem (risos). Bom, mas vamos falar um pouco do meu mais recente trabalho que é Orquestra dos Meninos, um longa metragem. O longa conta a luta do maestro pernambucano Mozart Vieira contra políticos e coronéis sergipanos. Eu faço o Mozart e foi demais essa experiência para mim. Aliás, completando aquela pergunta sobre formação de personagem, tive que mudar muito meu visual para esse filme. Deixei a barba crescer, emagreci alguns quilos e mergulhei no universo nordestino. Parei com todas as minhas atividades. Mozart é um personagem emocionado, porém, um personagem nada frágil, mas sim forte em toda a sua dimensão da vida. Uma pessoa que enfrentou muitos problemas, teve momentos de depressão. Momentos em que ele quase desiste, afunda em questionamentos existenciais. Por isso, a complexidade de Mozart Vieira. O filme é excelente, espero que todo mundo confira.

 

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Como envelhecer sem ficar velho

Lair Ribeiro – Como envelhecer sem ficar velho

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Pocket Show com Juan Alba: Amor em recortes

JUAN ALBA Ator e Cantor, participou da novela Sete Pecados da Rede Globo, realizou trabalhos consagrados na televisão, cinema e no teatro e agora, paralelamente vem trabalhando seu lado musical, onde canta sucessos da soul music, MPB e jazz dos anos até os dias de hoje. Com o show Amor em recortes ele canta e encanta a platéia.

 

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