Por Marina Sartori
Bom humor e descontração marcaram o último evento do Montenegro Cultural. Cerca de 130 pessoas compareceram. O espaço nunca esteve tão cheio! Apesar do clima de divertimento, o tema tratado na palestra é sério. Intitulada “Como conviver bem com pessoas que você não suporta”, ensina estratégias de como se relacionar com as pessoas, e, principalmente, que o mais importante é se conhecer.
A palestrante carioca é atriz e diretora de teatro, atributos facilmente reconhecidos quando entra no anfiteatro escuro com uma lanterna na mão. Formada em publicidade e artes cênicas, é presidente da empresa de consultoria Gasgon Comunicações Ltda. e consultora em comunicação e recursos humanos. Exerce sua profissão há 35 anos, ministrando palestras, cursos e treinamentos sobre motivação, comunicação e liderança, em empresas de todo o Brasil. Autora do livro “O Vendedor Imbatível”, lançado em 2005 pela Editora Prestígio, possui uma coluna quinzenal no Jornal de Jundiaí. Escreve freqüentemente para revistas setorizadas e jornais diversos. Paralelamente, ela exerce a carreira de atriz e diretora de teatro, vídeos e programas independentes de TV, dos quais também é redatora e roteirista.
Após passar um ano estudando psicologia, comunicação e psicanálise, Bruna finalmente se sentiu preparada para falar sobre as relações humanas em suas palestras. Montou esta última no ano de 2000, atualizando-a sempre que acha necessário. “Minha vida se divide em antes dessa palestra e depois dessa palestra”, confessa.
As duas horas de curso foram preenchidas com esquetes que apresentaram os principais tipos de pessoas insuportáveis e como “neutralizá-las”. A palestrante e um colega de teatro, o ator Wagner Maciel, encenaram pequenos momentos do cotidiano nos quais demonstraram como se deve ou não agir com "o insuportável".
“Os tipos mais insuportáveis são aqueles devastadores”, explica Bruna. Entre eles está o Brucutu. Ele é estúpido, gritalhão e geralmente ocupa cargos de comando. Lidar com ele consiste em 3 passos: calar-se, não se mexer até que ele termine de gritar e, por fim, demonstrar seu ponto de vista com firmeza, sem medo.
A palestrante garante que há formas de se comunicar com todo tipo de pessoa. Basta que sigamos certos conceitos. A flexibilidade, o bom humor, a paixão e a motivação são os melhores amigos das relações humanas. “Criar um vínculo emocional com tudo que se faz é muito importante”, enfatiza Bruna.
A dica de Gasgon é simples, porém muito inteligente: “Não posso permitir que o outro me diga como devo me comportar”, diz. Por isso, suas estratégias se resumem em mudar a ótica sobre o outro. Tentar entender os motivos pelos quais a pessoa fala e age de tal maneira, “harmonizar e redirecionar” a conversa.
A lição que fica é o autoconhecimento e a tranqüilidade para que as relações interpessoais sejam mais agradáveis. Afinal, quem nunca será um "insuportável" para alguém?
Desde 2005, são realizadas palestras periódicas no Montenegro Cultural trazendo, sempre, temas diversificados e palestrantes de destaque. No dia 07 de agosto, foi a vez da empresária e sócia do grupo Pão de Açúcar, Lucília Diniz, falar sobre “Bem Estar e Qualidade de Vida”. Entre os seletos convidados estavam: Bia Barros, Beth Szafir, Paulo Veloso com sua esposa, Ana Maria Veloso, Dani Freitas, Eliana Ribeiro e Elena Motim. O evento que acontece periodicamente tem como objetivo reunir amigos e pessoas que se destacam dentro de suas áreas de atuação e compartilhar idéias e momentos agradáveis.
TALK SHOW – ESTETICA NA COMUNICAÇÃO. No dia 6 de maio, Murilo Rosa foi entrevistado pelo dr Wagner Montenegro, num talk show realizado no Montenegro Cultural. Abaixo trechos da entrevista: WM- Murilo, para você, qual é a importância da beleza e da forma física para a auto-estima? Você acha que a boa aparência e o bem estar influenciam na felicidade das pessoas? MR- É fundamental a preocupação com o bem-estar. A auto-estima está ligada diretamente com a nossa segurança. Para mim, é impossível encarar os desafios que tenho sem aquela sensação de satisfação. Cuidar da gente é se preocupar com a felicidade, é lazer, é relaxante. Homens (enfático), não se sintam envergonhados de irem ao cabeleireiro, ou até de encarar aquela cirurgia plástica…Mulheres (enfático), é lindo mulher que se cuida, que é vaidosa…Enfim, sentir bem consigo mesmo te traz, sim, uma certa felicidade. WM- Como você vê a relação Brasil x Beleza? MR- Os brasileiros são muito preocupados com a beleza em função do clima tropical. No Rio de Janeiro, por exemplo, você consegue encontrar mulheres comuns com corpos esculturais desfilando pelas praias. Além disso, a alegria do povo brasileiro transfere a ele uma aura muito boa. E somos reconhecidos lá fora por isso. Os estrangeiros são atraídos a fazer cirurgia plástica no Brasil, porque nosso padrão de beleza é exportado, principalmente através das nossas novelas. WM- E a estética no meio artístico? Como você faz para construir um personagem? MR- Hoje, minha vaidade está toda direcionada para o trabalho, mas ela vai mudando de acordo com o personagem que farei. Já fui peão de rodeio, maestro, padre, tudo o que você imaginar…tive que deixar a barba crescer, mudar meu peso, emagrecer, cortar o cabelo, enfim…mudar meu visual. E cada vez é uma delícia poder viver na pele de cada personagem, tentando entender como cada um vive. É aí que eu percebo o quanto a estética está ligada a personalidade de cada pessoa…a sua identidade…ao o que você quer transmitir… A cada novela, teatro ou cinema que sou contratado a fazer, tenho total consciência que a formação de um personagem é extremamente complexa. Estudo, leio, vou atrás de informações culturais e encaro o desafio. Nessa “viagem” de composição do personagem, um novo estilo de cabelo, roupa e até de cara aparecem. Meu jeito, meu porte físico e meu rosto se moldam ao personagem. E essa estética toda (enfático) passa a comunicar. Ela diz, sem ter dito. O bigode fala por si só…o jeito que penteio meu cabelo, a roupa que visto, o meu peso…enfim…tudo comunica. Então, é super importante que o ator esteja aberto para isso, mexer na sua estética para viver um personagem. WM- Conte-me um pouco sobre você, da sua carreira, curiosidades, enfim… MR- Bom, eu curto muito essa coisa toda de se cuidar. Jogo tênis, faço alongamento…Meu gosto por esportes vem desde meus tempos de adolescência. Para quem não sabe, fui vice-campeão de vôlei, lutador de taekwon-do e jogador de futebol. Nessa época, ser ator nem passava pela minha cabeça…tanto que cheguei a me matricular numa faculdade de educação física. Mas como o destino puxa a gente…Cá estou… Ainda bem (risos). Bom, mas vamos falar um pouco do meu mais recente trabalho que é Orquestra dos Meninos, um longa metragem. O longa conta a luta do maestro pernambucano Mozart Vieira contra políticos e coronéis sergipanos. Eu faço o Mozart e foi demais essa experiência para mim. Aliás, completando aquela pergunta sobre formação de personagem, tive que mudar muito meu visual para esse filme. Deixei a barba crescer, emagreci alguns quilos e mergulhei no universo nordestino. Parei com todas as minhas atividades. Mozart é um personagem emocionado, porém, um personagem nada frágil, mas sim forte em toda a sua dimensão da vida. Uma pessoa que enfrentou muitos problemas, teve momentos de depressão. Momentos em que ele quase desiste, afunda em questionamentos existenciais. Por isso, a complexidade de Mozart Vieira. O filme é excelente, espero que todo mundo confira.
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Lair Ribeiro – Como envelhecer sem ficar velho
JUAN ALBA Ator e Cantor, participou da novela Sete Pecados da Rede Globo, realizou trabalhos consagrados na televisão, cinema e no teatro e agora, paralelamente vem trabalhando seu lado musical, onde canta sucessos da soul music, MPB e jazz dos anos até os dias de hoje. Com o show Amor em recortes ele canta e encanta a platéia.
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OLIVER ANQUIER COMANDA PALETRA SOBRE RECEITA DE SUCESSO NO MONTENEGRO CULTURAL O padeiro mais famoso e “charmoso” do Brasil é o convidado especial do Montenegro Cultural em janeiro. Olivier Anquier, chef gastronômico, comandará palestra intitulada “A arte da gastronomia com a receita do sucesso”. Em uma hora de bate-papo descontraído com Oliver, a platéia poderá conhecer um pouco da trajetória de sua vida, desde a partida da França e chegada ao Brasil. ¦lt;br /> Nessa palestra ele vai relatar como passou pelos almoços rituais que seu pai preparava aos domingos,com ele ao seu lado auxiliando na cozinha, vai contar como estagiou como observador de grandes Chefes na juventude, seu aprendizado autoditata na experimentação de vários pratos e depois como Chef de seus próprios restaurantes, até se tornar apresentador de programas culinários e nessa condição percorrer todo o país para conhecer e registrar a culinária de cada região brasileira. Em toda sua trajetória pelas sutilezas gastronômicas, uma coisa ficou patente e faz parte do espírito com que Olivier enxerga a culinária de qualquer origem: o condimento principal que a torna melhor é o prazer contido no intenção de quem cozinha. O resto é pura experiência e técnica. Data: 22/01/2008 Horário: 21:00h Inscrições gratuitas: (11)5579.2301.
Hoje em dia é fácil reconstruir a vida de qualquer figura pública. Mas como teria sido a vida de alguém que viveu numa cidadezinha do interior da Inglaterra na segunda metade do século XVI?
Muito se sabe sobre a infância e adolescência de Shakespeare, mas há um período sobre o qual nada se sabe da sua vida, os chamados “anos perdidos ” e foi neste clima de mistérios e suposições, que Sergio Viotti fez a seleta platéia do Montenegro Cultural viajar na noite de do dia 27/11, entrando por um universo de suposições. Quais teriam sido todas as suas mais variadas profissões antes de ir a Londres se engajar ao teatro.?
Considera-se que a primeira a primeira biografia “oficial” foi escrita por Nicholas Rowe, que nasceu 110 anos depois de Shakespeare e nunca foi a Stratford. Deve-se avaliar que não foi, a bem dizer, uma biografia autorizada. Tudo foi se desdobrando de tradição oral em tradição oral. Muita coisa foi sendo inventada e pode-se dizer que se criou um “mito” a seu respeito. Mas nada de proibitivo e secreto se encontrou no se passado. Não houve ao que se saiba, “pecadillos”. Casou-se com dezoito anos e aos vinte e três deixa a mulher e os filhos e vai tentar a sorte em Londres, justamente quando a Invencível Armada de Felipe II da Espanha planejava invadir a Inglaterra.
Shakespeare foi um homem que dedicou toda a sua vida ao seu trabalho no teatro, ele foi o maior dramaturgo de todos os tempos.
Sergio Viotti presenteou os participantes da palestra com a apresentação de trechos conhecidos de peças de Shakespeare, como a famosa fala de John of Gaunt sobre a Inglaterra (de Ricardo II), o monólogo de Portia sobre a clemência (de O Mercador de Veneza) e finalmente os conselhos de Hamelet aos atores o famoso “Ser ou não ser”